o mosal

O MOSAL é um coletivo formado por pessoas e entidades de Florianópolis cujo objetivo é influir nas políticas públicas de saneamento básico, assim como promover a conscientização dos cidadãos através de ações e oficinas.
SANEAMENTO DESCENTRALIZADO
ESGOTAMENTO SANITÁRIO

RESÍDUOS SÓLIDOS

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MOSAL leva proposta de modelo descentralizado e cartao RECICLAGEM na oficina da COMCAP

Estivemos presentes na Oficina promovida pela COMCAP neste mes de setembro no Campeche. Ao todo, tres representantes das comunidades em uma oficina pouquíssimo divulgada, que contou com um total de oito pessoas- cinco das quais, a serviço do poder público!


  
A prefeitura, através da Comcap, nao disponibilizou recursos para a divulgaçao das oficinas. 

DADOS IMPORTANTES
  • A coleta seletiva permanece estacionada em índices baixíssimos que variam de 6 a 8%
  • A educaçao ambiental tem clara limitaçao de atuaçao, uma vez que, mesmo em condiçoes ideais, levaria 100 anos para atingir um número relevante de pessoas. 
  • A taxa de crescimento de produçao de resíduos é superior à taxa coleta em múltiplas vezes, algo que poderia ser comparado ao processo de secar gelo!!!!
  • As associaçoes de catadores nao conseguem encaminhar os materiais às indústrias - logística reversa falha - uma vez que essas últimas ou compram materiais vindos de países como China ou, como nao se veem obrigadas, nao praticam a logística reversa.
  • Os materiais recicláveis se acumulam a um ritmo alarmante, enquanto a prefeitura faz jogo de "faz-de-conta" e simplesmente NADA FAZ para implementar uma política séria e confiável de coleta e destinaçao de recicláveis!
  • Para se entender o porque desse faz-de-conta, vale lembrar que a empresa responsável pelo aterro sanitário nao tem interesse em reduzir o volume de lixo recebido (recebe MUITO dinheiro por tonelada/lixo)  e a prefeitura nao tem interesse em "prejudicar" a empresa, financiadora de campanha que é!
Assim, temos que:

oficinas premeditadamente vazias
 (por interesse da prefeitura e empresa do aterro)
  

                                                +
 negocio do lixo 


crescimento progressivo de resíduos sólidos 
e
 PRATO CHEIO 
para outras
 "saídas perversas"

O MOSAL apresentou a proposta 
de Modelo Descentralizado para Resíduos Sólidos desenvolvido durante oficinas de Resíduos Sólidos ocorridas em anos anteriores:

1-Diferentemente da proposta da prefeitura que conta com apenas alguns poucos centros de recepçao de materiais, a proposta do MOSAL conta com múltiplos centros de tamanhos diversos espalhados por todos os bairros da cidade. 


À esquerda, a proposta da PMF e às direita a do MOSAL




2-O MOSAL propoe que os cidadaos que levem seus materiais reciclados aos múltiplos centors de recepçao de materiais recebam desconto na taxa do lixo de seu IPTU!


3- A proposta do MOSAL defende sansoes (multas pesadas) para aqueles que nao aderirem a logística reversa ou destinaçao correta de materiais!

 A proposta do MOSAL foi desenvolvida em Oficinas Populares Participativas em anos anteriores!












sábado, 18 de janeiro de 2014

MOSAL VOLTA COM TUDO EM 2014

MPE-SC PROCESSA CASAN POR DESCUMPRIMENTO DE ACORDOS

Há muitos anos, desde sua criação, o MOSAL vem afirmando que a CASAN, em conluio com a Prefeitura Municipal de Florianópolis, descumpria acordos firmados com o MPE. Esses ‘TAC’S’ estabeleciam metas para índices de tratamento de esgoto na capital e melhorias e expansão na rede coletora, assim como regularidade no fornecimento de água. Ao longo dos últimos anos o que se viu foi o agravamento no padrão de atendimento de água potável assim como o estancamento no índice geral de tratamento de esgota que na ilha não passa de pífios 25%. Era chegada a hora de o MPE abandonar os ‘TAC’s’ e fazer uma ACP imputando responsabilidade civil e administrativa aos agentes públicos envolvidos e a direção da CASAN, contumaz descumpridora desses acordos.

Como é público e notório, a CASAN arrecada mais na capital do que investe, levando recurso para municípios no interior que também, por óbvio, precisam de saneamento básico. Mas essa fórmula, aplicada ad infinitum, distorce a qualidade do atendimento ao longo dos anos de tal maneira que, ao invés de incrementar o tratamento na capital que necessita disso com urgência, ele continua no mesmo padrão de uma década atrás, com o agravante de manter-se apegado a um modelo de tratamento superado – o centralizado, absolutamente inconveniente técnica e ecologicamente para a realidade da ilha. O que se propõe como adequado é o tratamento descentralizado, em pequenas ETE’s localizadas nos bairros, em coerência com a cidade poli-nucleada que é Florianópolis.

‘Antes tarde do que nunca’

O MOSAL saúda a nova atitude do MPE-SC, na expectativa de que a ação judicial imponha uma nova atitude também por parte da CASAN.