Moacir Pereira
22 de fevereiro de 2011
A Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde da Prefeitura de Florianópolis já aplicou multas que totalizam 12 milhões de reais contra a Casan. Motivo: poluição ambiental na Capital.
Parece estranho, paradoxal, mas é a pura realidade. A Casan, que se atende pelo nome de Companhia Catarinense de Saneamento é uma das maiores poluidoras das praias de Florianópolis.
Gasta uma fortuna com redes coletoras, mas não garante o funcionamento do sistema.
Quem quiser saber destes e de outros horrores praticados pela Casan que fale com o secretário da Saúde da Capital, o médico João José Cândido da Silva.
o mosal
O MOSAL é um coletivo formado por pessoas e entidades de Florianópolis cujo objetivo é influir nas políticas públicas de saneamento básico, assim como promover a conscientização dos cidadãos através de ações e oficinas.
SANEAMENTO DESCENTRALIZADO
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Lixo jogado nas estradas paulistas enche 10 mil caminhões por ano
José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo – 19.02.11
No ano passado, foram recolhidas nos 22,9 mil quilômetros de rodovias paulistas 41,5 mil toneladas de lixo. O volume equivale à carga de 10 mil caminhões. É como se todo o lixo produzido por uma cidade do porte de Araraquara fosse espalhado pelas estradas.
Só nos 5,4 mil km de rodovias administradas por 18 concessionárias foram coletadas 17,8 mil toneladas. A maioria registrou aumento no volume. As estradas federais sob concessão produziram 6,1 mil toneladas. A malha administrada por empresas responde por 68% do tráfego .
Nas rodovias a cargo do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), prestadoras de serviço recolheram outras 17,6 mil toneladas. Entre todas as vias, as do Sistema Castelo Branco-Raposo Tavares, que liga São Paulo a Sorocaba, foram campeãs em produção de lixo, com 3.931 toneladas coletadas em 2010. Em segundo lugar, o Sistema Anhanguera-Bandeirantes (São Paulo-Campinas) produziu 3.100. O maior volume de lixo por quilômetro foi registrado em uma rodovia federal: na Fernão Dias, retiraram-se 2,6 mil toneladas em 95 km, média de 27 por km.
Embora nem todas as concessionárias tenham o custo discriminado, o gasto com a coleta e a destinação pode chegar a R$ 30 milhões anuais. O custo é bancado indiretamente pelo usuário, por meio de impostos e tarifas de pedágio. O problema do lixo na rodovia não se restringe à questão ambiental: o material disperso entope os sistemas de drenagem e eleva o risco de acidentes. Pontas de cigarro podem provocar queimadas.
Reciclagem.
As concessionárias vêm investindo em campanhas e programas educativos. A Ecopistas adotou a coleta seletiva, com a instalação de coletores coloridos ao longo das vias - ao custo anual de R$ 371 mil - e mantém o projeto de educação Ecoviver em 18 cidades.
A Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, também adotou coletores e realiza o Projeto Casa Limpa, em parceria com a prefeitura de Diadema - que transformou áreas de descarte em espaços de convivência. Já a Via Rondon, que recolheu até máquinas de lavar roupas abandonadas na pista, na altura de Bauru, iniciou uma campanha educativa nas cidades do Oeste paulista.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Novidade para o bem ou para o mal?
Segundo notícia divulgada na grande mídia, a ser conferida abaixo, os avanços tecnológicos encontram novos caminhos para dar conta dos resíduos hospitalares que representam um grande problema: não podem ser encaminhados aos aterros, que tem seus dias contados ( ou anos???), assim como também causam poluição altamente tóxica, caso sejam incinerados - lembrando a conquista do povo de Laguna, no último mês de janeiro, que conseguiu que a incineração do lixo hospitalar fosse cessada na cidade por ordem da justiça.
Bem, o novo equipamento Newster 10, da empresa italiana Newster SRL, apresentado ontem em Curitiba, está sendo anunciado sob a promessa de transformar o lixo hospitalar em lixo comum, trazendo benefícios ambientais e financeiros.
Contudo, quando li que a empresa fabricante era a Itália e que a sugestão era a de que o resíduo resultante poderia ser direcionado aos aterros sanitários e incineradores, não pude deixar de questionar..não a capacidade da máquina, mas a aparentemente inofensiva sugestão de se fazer uso do incinerador ou aterro sanitário.
Lembrei-me da luta de uma crescente parcela da população italiana, que já está escrevendo história na questão do LIXO ZERO, que derrotou o projeto de instalação de quatro incineradores naquele país, e que está, às custas de um duro e contínuo trabalho,esvaziando os aterros sanitários, para desespero do Berlusconi e dos empresários do lixo...
Lembrei-me da luta de uma crescente parcela da população italiana, que já está escrevendo história na questão do LIXO ZERO, que derrotou o projeto de instalação de quatro incineradores naquele país, e que está, às custas de um duro e contínuo trabalho,esvaziando os aterros sanitários, para desespero do Berlusconi e dos empresários do lixo...
Lebre levantada, pesquisei na internet sobre o produto e levantei dados divulgados pela própria empresa italiana que produz o equipamento. Observei que apenas QUATRO (4 ) países, além da Rússia, e agora o Brasil, adquiriram ou instalaram o equipamento como alternativa para dar uma solução ao problema do lixo hospitalar.
Os países que estabeleceram vínculos ( durante o ano de 2010) com a empresa italiana Newster SRL que produz o equipamento Newser 10, sob comemorações de ser esta uma alternativa inteligente à solução de um antigo problema, são os que se seguem: Romenia ( Ministério da Saúde com auxílio do Banco Mundial, adquiriu 9 esterelizadores Newster 10), Egito ( instalou 6 máquinas em hospitais da Universidade de Mansoura, chegando a um total de 9 máquinas no país), China ( onde apresentaram o produto NA Expo 2010 em Shangai) e finalmente, o Paraguai ( com 2 equipamentos em funcionamento). Quem encontrar maiores informações, por gentileza, nos comunique!
Pode bem ser que esse equipamento tenha grande valor, mas diante do contexto mundial da produção e destinação do lixo e da maneira viciada e libidinosa como o Brasil se coloca no cenário dos países consumidores de tecnologias e produtos indesejáveis ou utilizados de maneira indesejável, não consigo deixar de sugerir que antes que se comemore a chegada desse equipamento, dito, tão eficiente, que nos perguntemos se ele não será mais uma peça a ser vendida ao mercado tupiniquim para aquecer, às custas de nossa saúde e meio ambiente, os negócios dos empresários do lixo, que terão mais um motivo para defender a abertura de mais incineradores no país.
Vale alertar também para a questão do direcionamento de resíduos para a queima com base no waste-to-energy ( do lixo à energia). Cito aqui a Dinamarca, onde são altas as taxas de reciclagem e a transformação de lixo em energia se restringe a materiais que não podem ser reciclados, e que tem desenvolvido incineradores especiais, equipados com toda sorte de filtros, que permitem que esse país faça escola na questão do manejo de resíduos. Por outro lado, contudo, sabemos que os empresários do lixo no Brasil não querem perder seu filão e o OK para a queima de lixo tendo a produção de combustível como fachada, ao invés de ser um elemento a ser composto com uma política séria de reciclagem e lixo zero, acabará sendo colocado aos serviços da queima sem critérios - vide o que já ocorre com os recicláveis recolhidos Brasil a fora pelos caminhões da coleta seletiva, que são gentilmente misturados ao lixo comum e cedidos às multinacionais que gerenciam os aterros sanitários.
Equipamento transforma lixo hospitalar em comum
EVANDRO FADEL - O Estado de S.Paulo – 12.02.11
Um equipamento que promete transformar o lixo hospitalar em lixo comum, com benefícios ambientais e financeiros, foi apresentado ontem em Curitiba. Desenvolvido por uma empresa italiana, o Newster 10 tritura e esteriliza os materiais, reduzindo-os a uma espécie de serragem que pode ser colocada em aterros ou incinerada.
"Vem resolver um grande problema nosso", afirmou o diretor-presidente do Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná, José Lazarotto de Melo e Souza, onde o primeiro aparelho foi instalado. De pequeno porte, o hospital produz cerca de 8 mil quilos de lixo por mês.
Segundo o diretor comercial da Newster, Luciano Orlandi, a máquina é resultado de dez anos de estudos. No Paraná, onde a distribuidora Traadex conseguiu todas as licenças necessárias, a estimativa é de que cada aparelho custe cerca de R$ 220 mil, incluída a manutenção por dois anos.
O processo dura 30 minutos e o material tem redução de cerca de 70% no volume e de 30% no peso. A máquina tem capacidade de processar 30 quilos de lixo por hora.
A Rússia é hoje o principal mercado, com 120 máquinas, particularmente em razão de casos de tuberculose.
O esterilizador possui um rotor equipado com lâminas que desintegram e aquecem os resíduos por meio de impactos e atritos.
Newster 5
Introdução sistema |
sistema de esterilização e tratamento de resíduos hospitalares especiais potencialmente infectados |
ESTERILIZADOR NEWSTER 5 O esterilizador Newster 5 é um aparelho com alta automação, expressamente projetada para as unidades hospitalares de dimensões médio/pequeno, que permite obter a trituração refinada e a esterilização dos resíduos hospitalares especiais potencialmente infectados, tornando-os semelhantes aos resíduos urbanos (Código CER 200301) ou Combustível Derivado de Resíduos (Código CER 191210). O resultado obtido deste processo,é um grânulo não reconhecível, desidratado, reduzido de volume (aprox. 75 %) e de peso (25/40% em razão do conteúdo de umidade do resíduo inicial a ser tratado). A capacidade de tratamento dos resíduos do esterilizador Newster 5 é de 7 até 10 kg/ciclo, com uma duração de aprox. 30 minutos para cada ciclo de esterilização, para um total de aprox. 15 até 20 kg/hora. A máquina é compacta, facilmente transportável e pode ser instalada em locais de tipo convencional mesmo de pequenas dimensões, desde que sejam equipados com arejação e tomada elétrica de potência adequada. O esterilizador NEWSTER 5 é o fruto de uma avançada pesquisa, que desenvolveu cada detalhe técnico do sistema, dando particular atenção às condições ergonômicas ótimas, obtendo de tal modo custos aceitáveis na aquisição do sistema, come na sua gestão; com uma complexa vantagem econômica de relevância, se comparado com as soluções atualmente adotadas. Resulta, além disso, é claro o enorme progresso em termos de segurança, em relação ao transporte para o escoamento final numa incineradora para urbanos, ou em termos da valorização do combustível derivado de resíduos ou em depósito de lixo autorizado. Tudo isto, com uma documentação que é registrada automaticamente pela máquina em cada sua fase do ciclo de esterilização, permitindo aos Diretores Sanitários, responsáveis em primeira pessoa, di agir em total respeito das normas de Leis vigentes |
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
LIXO – Retornar à cadeia de produção ou gerar energia?
Gert Schinke – 12.01.11
O decreto-lei regulamentador da Política Nacional de Resíduos Sólidos contempla a incineração do lixo somente após esgotadas as outras opções para sua utilização: redução, reutilização e reciclagem, os famosos 3 Rs. Eis que o forte e onipresente lobby das empreiteiras que mamam na coleta, transporte e acondicionamento do lixo, negócio este que fatura bilhões por ano no Brasil e se presta a todo tipo de patifaria administrativa nos escaninhos do Estado, mantêm-se atento a uma brecha no decreto que “a recuperação energética de resíduos sólidos” deverá ser disciplinada em ato conjunto dos Ministérios do Meio Ambiente, de Minas e Energia e das Cidades, razão no nosso mais profundo temos de que a precaução referida acima NÃO SE CONSUMARÁ, e pelo menos parte dessa generosa montanha de ricos materiais será sim utilizada para gerar energia.
É uma velha e conhecida história essa da incineração do lixo. Inicialmente, lá pelos anos 80, falavam apenas em incinerar para se livrar mesmo do lixo, sem preocupação alguma com a gravíssima poluição gerada pelos gases hiper-tóxicos, pois carregados de dioxinas de toda espécie, embora já houvesse, à época, forte pressão para que se reciclasse o mesmo. Depois de muita pressão do movimento ecológico, começaram a falar em “incineração completa”, supostamente livre da geração de dioxinas e outras salpipes cancerígenos, para, logo mais adiante, apresentarem a incineração como “solução para obtenção de mais energia”. Não parece mágica? Vem a óbvia pergunta: para que tanta energia se já ressuscitaram até mesmo o Programa Nuclear Brasileiro? Fazendo da Amazônia uma gran-plantage de usinas hidrelétricas? É um argumento, portanto, claramente falacioso e que tem como único objetivo garantir uma aplicação não ecológica do lixo bruto para evitar que o mesmo seja encaminhado para seu destino correto – o retorno à cadeia produtiva que o gerou através da produção e do consumo.
Cícero Bley Jr., grande estudioso da área, cita os problemas da incineração: custos muito altos, emissão de cancerígenos como furanos e dioxina (a não ser que a temperatura esteja acima de 900 graus - o que é difícil com a mistura de lixo úmido, que baixa a temperatura), produção de escória altamente perigosa (com metais pesados e outros tóxicos, que são carreados para os rios), geração de gases em proporção maior do que em usinas termoelétricas - entre outros problemas. Não é acaso que a resistência a esse processo cresça no mundo e já haja países que o proíbam. Sem falar em dependência tecnológica que isso gerará, vide caso das turbinas eólicas, hoje produzidas aqui sob licença de fabricantes estrangeiros.
As usinas de reciclagem do poder público no País só reciclam entre 1% e 2% do lixo domiciliar e comercial (o total é de pelo menos 230 mil toneladas diárias, segundo o IBGE 2002). A situação - como tem sido dito tantas vezes neste espaço - só não é mais dramática graças à atuação desse milhão de catadores que, sob sol e chuva, sete dias por semana, recolhem e encaminham a empresas que os reciclam mais de 30% do papel e papelão e parcelas consideráveis do plástico, do vidro, do pet, do alumínio e de outros materiais.
Mas os catadores precisam de projetos integrados em que, com financiamentos públicos, tenham equipamentos adequados de coleta seletiva (caminhões com contêineres separados para lixo úmido e seco), além de usinas de reciclagem onde possam transformar papel e papelão em telhas revestidas de betume (para substituir com vantagens as de amianto), reciclar o PVC e produzir mangueiras pretas, compostar o lixo orgânico e transformá-lo em fertilizante, moer o vidro e encaminhá-lo para recicladoras, assim como latas de alumínio. Onde isso é ou já foi feito (como em Goiânia), a redução de lixo encaminhado ao aterro chega a 80%, com enorme economia para o poder público, livrando-o da dependência de grandes empresas, cuja lógica é “deixar as coisas do jeito que estão”.
Esse processo permite também evitar o desperdício de materiais. Permitiria ainda aliviar parcialmente o drama das grandes cidades brasileiras, quase todas com seus aterros esgotados ou próximos disso e, alegadamente, sem recursos para implantar novas unidades.
Em Florianópolis, sob o comando de Dario – o predador do planejamento, já foi anunciado oficialmente que o “aterro sanitário” de Biguaçu durará mais cinco anos apenas e, a partir de então (mas muito antes desse prazo), terá que haver outra solução de encaminhamento para o lixo doméstico de Florianópolis. A questão é muito simples. Há, por parte da administração municipal, “um compromisso” com a empreiteira transportadora do lixo da capital para o aterro e por isso não há vontade alguma em agilizar um programa eficiente de reciclagem na cidade. Ela recebe por tonelada transportada, pasmem. Assim, interessa reciclar alguma coisa?
No Brasil inteiro, sob a batuta das empreiteiras ligadas à coleta de lixo e outros serviços associados, começou um “frenesi” em torno da incineração, pois, seguindo essa lógica, supostamente se resolveria a destinação de boa parte do lixo, assim como haveria contribuição de energia para a rede geral. Resultado: ao invés do lixo ser reciclado pelas mais diversas formas como as conhecemos, passíveis de enorme aprimoramento, ele é encaminhado para o lugar mais impróprio – a queima.
A partir daí, surge a pressão das empresas de incineração. E por esse caminho o Recife já parte para uma usina de incineração de 1350 toneladas diárias (no momento, com licença ambiental embargada pelo município do Cabo). Unaí (MG) tomou o mesmo caminho. Barueri já está promovendo licitação para incinerar 750 toneladas diárias. São Sebastião ameaça seguir o mesmo rumo, assim como Brasília e a Baixada Fluminense.
Vamos acompanhar de perto o que fará o lobby da energia ligado ao Ministro Lobão, que nos últimos anos colou sua figura ao incremento das faraônicas obras na Amazônia (Belo Monte, entre elas), ao renascimento da energia nuclear e, quiçá logo mais, ao “nascimento” da energia térmica gerada pelo lixo. É um “paizão”!!!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
DECISÃO DA LIMINAR- CASO SHOW DO BEN HARPER NO CAMPECHE
VEJA NO LINK O PARECER DA JUÍZA SOBRE O PEDIDO DE LIMINAR DO MPF COM RELAÇÃO AO SHOW NA PRAIA DO CAMPECHE... porque riozinho não é o nome da praia...
http://www.jfsc.gov.br/index.php?vtitulo=Not%C3%ADcias&varquivo=http://certidao.jfsc.gov.br/jfsc2003/comsoc/noticias_internet/mostranoticia.asp?vcodigo=16204
http://www.jfsc.gov.br/index.php?vtitulo=Not%C3%ADcias&varquivo=http://certidao.jfsc.gov.br/jfsc2003/comsoc/noticias_internet/mostranoticia.asp?vcodigo=16204
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
DIÁRIO CATARINENSE...
***os comentários em negrito foram adicionados pelo MOSAL
Pois é...
2- O banheiro que a mídia não mostrou!
3-Querem continuar com outros shows!!! O norte já foi usurpado... agora querem acabar com o sul...
Vejam lá dentro da área de preservação permanente... ao fundo da foto... um homem se aliviando durante o show!!! O banheiro mais usado!!! E a FLORAM... passeando! E nós pagando!!!!

Faltou grana para mais lixeiras?
Essa lixeira foi trazida pelo vendedor...
É a tchurma legal do descarto tudo que quer curtir o som na praia!!!!
Agora, vejam só!!!
Este foi o urinol mais usado... Não, não... as casinhas, não! As paredes, mesmo... o canto!!!
Essa os jornais não mostraram...
Essa é sua turma, Amarelo???
A turma do Amarelo e do Plim- Plim age assim!
Uau!
APP é prá isso que eu te quero!!!
A proteção perfeita da APP tão anunciada pela mídia!!!
Essa é sua turma, organizador!!!! Detonannnndddooo, cara!!!
- 8 de fevereiro de 2011 | N° 9075 - CONTRACAPA | Marcos Espíndola
-... faço outro reconhecimento: toda a grita do povo do Campeche na semana passada influenciou decisivamente na organização impecável do evento.
(1-veja nosso comentário abaixo)
... Parecia um roadie de banda afinando o instrumento. Foi o melhor momento para matar a fome ou aliviar-se no banheiro.( 2- ver foto de registro)
- O Stage Music Park fez uma consulta via Twitter para saber quais shows os internautas gostariam de assistir em 2011, aqui na Capital....(3- já estão programando mais???)
- Não sei quanto ao restante da Capital, mas o local mais seguro no final de semana na Ilha era o Point do Riozinho, no Campeche. Impressionante o aparato de segurança armado pelas polícias Militar (incluindo o Bope e Polícia Ambiental), Civil (que deslocou até um helicóptero) e Corpo de Bombeiros. Até a Guarda Municipal deu o ar da sua graça! Se fosse um festival bancado apenas com a venda de ingressos, a renda não cobriria metade dos custos (produção e aparato de segurança externo). Essa brincadeira custou muito caro, mas valeu! ( caro, mesmo! Haja propina!!!- ao trabalho vereadores!)
1- Os gatos pingados que estavam preocupados com o próprio umbigo anteviram os perigos que PMF, FLORAM, POLÍCIA, ORGANIZADORES não viram porque estavam MUITO preocupados com a grana que estava rolando pra que as licenças saíssem em apenas 4 dias !!!
Se tivéssemos ficado quietos, eles teriam se ferrado!
É a contradição que o bom senso e a honestidade nos obrigam a viver nesses dias de vale tudo e prazer imediato. Em nossa briga pela preservação da natureza e de nossos direitos de cidadãos, a infecção oportunista da ganância pura e especulação desenfreada se aproveita e se espalha de maneira ainda mais eficiente.
A versão "oficial" do sucesso segundo PMF ( Dario Berger e João Batista), FLORAM ( Gerson Bassos), RBS e cia é a beleza pura!
Abaixo seguem as fotos tiradas por um de nossos companheiros, que ofereceu-se para trabalhar como segurança e foi prontamente aceito!!! Vale tudo!!! Ninguém pediu documentação, experiência nem nada.

3-Querem continuar com outros shows!!! O norte já foi usurpado... agora querem acabar com o sul...
Vejam lá dentro da área de preservação permanente... ao fundo da foto... um homem se aliviando durante o show!!! O banheiro mais usado!!! E a FLORAM... passeando! E nós pagando!!!!

Faltou grana para mais lixeiras?
Essa lixeira foi trazida pelo vendedor...
É a tchurma legal do descarto tudo que quer curtir o som na praia!!!!

Este foi o urinol mais usado... Não, não... as casinhas, não! As paredes, mesmo... o canto!!!
Essa os jornais não mostraram...
Essa é sua turma, Amarelo???
A turma do Amarelo e do Plim- Plim age assim!
Uau!
APP é prá isso que eu te quero!!!
A proteção perfeita da APP tão anunciada pela mídia!!!
Essa é sua turma, organizador!!!! Detonannnndddooo, cara!!!
E depois do xixi... Campeche!!! É prá isso que eu te quero! Uhuuu!!!!!
Dunas??? Mui bem protegidas!!!!
Para mais fotos... facebook do nucleodistritalplanicie-campeche ...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A natureza não é coisa
Por Elaine Tavares - jornalista
O povo do sul da ilha de Santa Catarina lutou bravamente para defender seu modo de vida, contra a proposta das mega-empresas de fazer da nossa casa um lugar de baladas e eventos gigantes. Perdemos a batalha, mas isso não significa que a luta esteja acabada. Por aqui pelas terras do sul, há décadas que as pessoas lutam, na tentativa de não deixar a comunidade sucumbir diante do jogo especulativo do capital, que tudo o que toca transforma em mercadoria. Temos bem diante dos olhos o triste exemplo do norte da ilha, onde a praia e a vegetação são apenas moldura para um estilo de turismo que não dá a menor importância para o ambiente.
O turismo milionário de lugares como Jurerê, Canasvieiras, Ingleses e até Balneário Camboriu, está pouco se lixando para o meio ambiente. As pessoas estão ali como poderiam estar em algum lugar em Paris, Nova Iorque, Istambul, São Paulo. O que vale ter é gente bonita, sarada, feita em mesa de cirurgia ou academia, muito champanhe e algum “estimulante” da hora. Em Florianópolis há um programa de televisão apresentado por um garoto chamado Leo Coelho que mostra muito bem isso. Ele só entrevista gente rica, destas que vem para a ilha em busca de lugares VIP como o costão do Santinho ou algum “lounge” no Jurerê. O que se ouve, nas entrevistas, é um festival de bobagem de gente que não tem compromisso algum com os lugares onde estão. Eles são os gafanhotos, aqueles que chegam e devastam. Pouco se lhes dá se o complexo do Santinho impede a comunidade de visitar a praia, não querem saber se regiões inteiras foram destruídas para que pudessem se recostar em voluptuosos sofás à beira de piscinas gigantes, tendo como fundo o mar. A imensidão azul é só cenário. Não desfrutam a praia, não se importam. Mergulham no vinho e no espumante. Esse é seu mundo. Querem o melhor salmão e não querem saber se para que ele chegue às suas mesas é necessário que um homem do mar tenha de enfrentar a fúria das ondas e toda a sorte de infortúnios causados pela poluição que empurra o peixe cada vez mais para longe.
As comunidades do sul da ilha não vêem a natureza como uma moldura bonita para suas vidas de plástico. Não. A natureza faz parte do modo de vida. A relação dos homens e mulheres com o mar, as dunas e a restinga, é de simbiose, harmonia, respeito. Cada nódoa no oceano, cada mancha na areia, cada árvore caída é vista com cuidado, investigada, tratada, porque boa parte das pessoas que vivem no sul sabe que suas vidas dependem da qualidade do ambiente. Não distinguem nem separam natureza x humanos. Tudo é uno. Daí que no Campeche, no Pântano, na Solidão, na Armação, e em outras comunidades do sul – e mesmo do norte - há gente que faz do lugar sua morada, seu espaço de vivência. A paisagem, então, não é coisa passageira, moldura de festa ou de lazer. A paisagem é permanente, parte da vida, é coisa viva, cheia de sacralidade. Para as pessoas que desde há décadas vem travando lutas pela qualidade vida no sul da ilha, esse papo de ecologia não é grife, nem moda, é coisa visceral, é a vida mesma, porque não há meio-ambiente, há ambiente inteiro com pessoas, bichos e plantas, tudo integrado.
E é porque as gentes pensam como pensam que estão em luta por um Plano Diretor que leve em conta esse jeito de encarar a vida. Querem comunidades planejadas, de casas baixas, vizinhos que se conhecem, com saneamento comunitário, água limpa, bichos circulando pelos caminhos, passarinhos cantando, água do mar clarinha, areia branca, ruas de pedra, procissão, barqueata, festa do divino, quermesse, banda de música passando pelas ruas, bicho de pé, bananeiras no quintal. Por que é tão difícil respeitar isso? Por que os serviçais dos milionários insistem em tentar ridicularizar esse modo de vida? Afinal, são estas pessoas que eles chamam de eco-chatos, odaras e que tais, que mantêm este espaço geográfico ainda capaz de se prestar ao turismo. Porque se as praias deixarem de existir tampouco poderá sobreviver a idéia de que aqui é um paraíso.
A natureza não é coisa, não é produto nem mercadoria. Ela está viva e atenta. Se destruírem as dunas, a vegetação, a restinga, o mar há de avançar, comendo as casas, os hotéis, os “lounges”, mesmo os mais finos, porque não há dinheiro que compre a fúria do oceano. “Tudo que se faz à terra, se faz também aos filhos da terra”, diz a longínqua e sábia fala indígena. O povo do sul quer viver em harmonia e vai lutar por isso, a despeito de todos os vilões da mídia, das mega-empresas e da municipalidade. Inclusive, a despeito dos vilões mais próximos, que vivem no mesmo espaço, mas que já foram tocados pela sedução do capitalismo.
Existe vida no Jornalismo
Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com
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