o mosal

O MOSAL é um coletivo formado por pessoas e entidades de Florianópolis cujo objetivo é influir nas políticas públicas de saneamento básico, assim como promover a conscientização dos cidadãos através de ações e oficinas.
SANEAMENTO DESCENTRALIZADO
ESGOTAMENTO SANITÁRIO

RESÍDUOS SÓLIDOS

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sul da ilha se manifesta no MPF

MOSAL- presente!!!


Militantes do ND do Campeche, ND do Pântano do Sul, Rádio Campeche e outros tantos do sul como de outras localidades da ilha realizaram um ato de protesto ontem, 02 de março, no Ministério Público Federal onde também fizeram denúncia contra o empreendimento “Campeche Beach Club”, que está drenando água do lençol freático desde há meses, num total de 130 mil litros por dia!!! 
Veja matéria abaixo:


por Elaine Tavares
Representantes das entidades do Conselho Popular do Núcleo Distrital do Campeche, mais o Movimento Saneamento Alternativo (Mosal) e Núcleo Distrital do Pântano do Sul, realizaram ontem, 02 de março, um ato de protesto em frente ao Ministério Público Federal onde também ofereceram denúncia contra o empreendimento “Campeche Beach Club”, que está drenando água do lençol freático desde há meses, num total de 130 mil litros por dia. É água pura que está sendo jogada fora e cujo rebaixamento do lençol pode provocar inúmeros problemas, inclusive a desertificação do bairro. As entidades denunciaram ainda que o empreendimento pretende burlar o Plano Diretor, construindo um subsolo, garantindo assim bem mais do que três pavimentos.

Os seres humanos são feitos 75% de água, logo, a água é fundamental para a vida, e esta que brota das torneiras não é coisa mágica. Ela precisa existir na natureza e estar em condições para o consumo. O Campeche tem um lençol freático de muita qualidade que tem servido para o abastecimento de toda a planície. Essa reserva não é inesgotável. Pode acabar se não for cuidada.
Hoje, as grandes construções em andamento no Campeche, para ganhar espaço no subsolo, têm drenado água, provocando o rebaixamento do lençol freático. Esse tipo de ação pode causar sérios problemas para todos os que ali vivem, tais como: redução da umidade média dos terrenos em volta, provocando a perda da exuberância dos jardins com flores e árvores podendo até secar; afeta a vitalidade da vegetação de grande porte que se utiliza da água do lençol; faz com que os terrenos próximos à obra afundem e os pavimentos rachem. Além disso, como estamos próximo do mar, a água que escorre 24 horas, caminha para o oceano e depois volta junto com a água do mar, provocando a salinização da água do aqüífero, destruindo a capacidade de abastecimento.
Os representantes das entidades estiveram reunidos com o procurador Eduardo Barragan que prometeu investigar o caso. As entidades também foram até o Ministério Público Estadual onde igualmente ofereceram denúncia. Agora, se espera que os órgãos competentes garantam o fim deste crime ambiental. Durante as conversas nos ministérios, as entidades deixaram claro que ali é a última alternativa de busca de ajuda, uma vez que os órgãos como SUSP, Fatma, Ibama e IPUF não tomaram qualquer atitude com relação aos empreendimentos. Também denunciaram que outras construtoras que estão agindo no bairro igualmente estão com planos de rebaixamento do lençol freático e lembraram que a água que é consumida na planície do Campeche vem do subsolo, e não apenas do complexo do Peri. “Cuidar da água é fundamental para a vida da comunidade”, finalizou Telma Piacentini, uma das representantes das entidades.
 

terça-feira, 1 de março de 2011

URGENTE E MUITO BOM!


Vale a pena entrar e assistir, nem que seja em duas etapas!!!
Procure o filmete que se encontra sob o título:

SAIBA A VERDADE SOBRE A

INDUSTRIALIZAÇÃO DO DESCARTÁVEL.


A história das coisas

LIXO ZERO, JÀ!

Catadores temem fim dos lixões e buscam saída em cooperativas


O Estado de São Paulo
O fim dos lixões, previsto para ocorrer até 2014, preocupa parte dos cerca de 1 milhão de brasileiros que vivem da coleta de materiais recicláveis. A lei aprovada em 2010 determina que eles sejam incluídos em um novo modelo de coleta do lixo. “Eles temem não conseguir participar desse processo”, diz Jaira Puppin, coordenadora de comitê interministerial de Inclusão Social dos Catadores.
O número de lixões no país é desconhecido, mas o Ministério do Meio Ambiente (MMA) afirma que mais de 60% das cidades não tratam o lixo adequadamente. A reciclagem também é limitada. “Apenas 900 municípios de 5.565 possuem algum tipo de coleta seletiva”, afirma Sérgio Gonçalves, diretor de Ambiente Urbano do MMA.
Recentemente, o cotidiano dos catadores mobilizou artistas e cineastas. Em 2011, os catadores foram retratados no documentário ‘Lixo extraordinário’, que concorre ao Oscar com a apresentação da realidade do Aterro de Gramacho. O mesmo lixão foi cenário de ‘Estamira’ (2004), de Marcos Prado, e voltará às telas com ‘As crianças do lixão’, de Robert Ziehe.
Em Gramacho, os mais de 1,3 mil catadores garimpam o material reciclável em meio ao lixo despejado por cerca de 900 caminhões – 9 mil toneladas diárias. “Eu trabalhava em um depósito aqui perto, quando minhas colegas me contaram que havia um jeito de ganhar dinheiro mais fácil, sem burocracia. Assim eu vim parar aqui”, conta a catadora Débora da Cruz Amaral, de 26 anos. Ela afirma que conseguiu organizar sua vida com o dinheiro pago pelo lixo recolhido. “Comprei uma moto, um terreno e os móveis da minha casa”, afirma.
Sobre o fim do aterro, Débora diz que está determinada a procurar outras oportunidades. “Às vezes nem acredito que vim parar aqui. Não quero mais ficar aqui, já estou colocando currículos em empresas da região, vamos torcer”, conta a jovem.
A falta de perspectivas é compartilhada pelos colegas. “Ainda não sei o que vou fazer”, diz Isac Alves Rodrigues, 64 anos, que trabalha há mais de 20 em Gramacho. “Talvez eu vá para o Lixão de Bangu. Mas Seropédica (onde está sendo preparado um novo aterro sanitário) não. Lá é muito distante”, reclama o catador.
Hoje, o material recolhido é revendido para os 42 depósitos ao redor. Para o coordenador do aterro, Lucio Viana, as cooperativas de catadores devem substituir o atual sistema. “As cooperativas precisam se legalizar, ter a posse dos documentos exigidos, constituindo um fundo de apoio e capacitação aos catadores”, diz ele. O espaço deve ser desativado antes do prazo dado pelo governo federal. Em março, uma reunião entre governo e catadores deve definir a data final da desativação total.
A expectativa não é verificada nos arredores de Brasília, onde o dilema dos catadores já dura cinco décadas. A cerca de 10 quilômetros do plano piloto, uma verdadeira cidade se formou a partir do depósito de lixo. Ronei Alves de Lima, integrante do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), avalia que a capital brasileira tenha quatro mil catadores e produza 2,4 mil toneladas de lixo por dia. O principal destino do lixo é o depósito irregular na Cidade Estrutural.
Na quarta-feira (23), deputados distritais visitaram o local e constataram as irregularidades. “O direito à vida é ignorado ali e isso coloca em risco o cumprimento dos direitos humanos. É preciso agir, e rapidamente”, disse a deputada distrital Celina Leão, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa. A situação no “Lixão da Estrutural” é a mesma desde 1960 e os catadores temem que eventuais mudanças não sejam bem conduzidas. “Para mudar, é de fundamental importância que o governo implante a coleta seletiva”, diz Ronei.
Segundo ele, há mais de 20 cooperativas em atividade no Distrito Federal. Ronei garante que o trabalho organizado pode render mais para os cooperados. “No lixão, recolhe mais, só que mais contaminado e com menos valor”, aponta. O cooperativismo também é apontado como saída por catadores de Serra, no Espírito Santo. A presidente da Recuperlixo, Maria do Carmo Cantilio, explica que a cooperativa abriga mais de 30 pessoas, com apoio de caminhões e galpões próprios. Após 12 anos de cooperativa, o contraste com o trabalho que antes era realizado a céu aberto, nos lixões, é grande. “Ali trabalha no meio de urubus. Muda muito”, aponta. Atualmente, o grupo recicla até 20 toneladas por mês. “É muito pouco ainda. Se tivesse coletiva, conseguiria 50 toneladas”, diz Maria.
Entretanto, a presidente da cooperativa alerta para o que considera riscos. “Concordo que acabem com os lixões, mas que não coloquem os trabalhadores escravizados”, explica. “Aqui, não somos empregados e não temos patrão. Eles (governo e prefeituras) têm que avaliar: dar o anzol e deixar eles pescarem”, afirma Maria. Segundo ela, um catador consegue até cerca de R$ 1 mil, de acordo com sua capacidade de trabalho e locais onde consegue retirar o material. Na cooperativa, o rendimento médio é de R$ 400 mil.
Orgulho e mudança – Minas Gerais tem 385 lixões e 227 aterros controlados, segundo dados da Gerência de Saneamento Ambiental da Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais (Feam). Para Maria Madalena Rodrigues Duarte Lima, 50 anos, o trabalho em um lixão começou quando ele tinha sete anos. Foi no lixão batizado de “Céu Aberto” em Itaúna, no Centro-Oeste do estado, que ela aprendeu a profissão. “A gente via que a catação não era uma coisa legal, mas não tão indigna e vergonhosa, era um trabalho”, conta.
Aos 38 anos, e depois de passar por cinco lixões, criou uma cooperativa de reciclagem responsável pela mudança em sua vida. “Hoje eu tenho orgulho por ter passado pelo lixão, porque através deste trabalho eu sou uma pessoa que resgatei minha cidadania, eu conquistei as coisas, meu sonho era comprar a casa própria, graças a Deus, a gente conseguiu com o dinheiro que vinha disso [lixo]”, explica. Ela conta que assistiu ao filme “Lixo extraordinário” e que se identificou com uma menina que usava várias roupas sobrepostas. “A gente tinha esse cuidado de vestir duas, três calças, duas, três blusas, vestir uma camisa de manga comprida, por uma coisa na cabeça para proteger”, lembra.
Desafio para governo federal – A coordenadora da secretaria executiva do Comitê Interministerial de Inclusão Social dos Catadores do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Jaira Maria Alba Puppin, diz que a Lei de Resíduos Sólidos é o marco nas políticas voltadas para esses trabalhadores, mas admite que os que vivem na informalidade temem os efeitos das mudanças previstas para ocorrer até 2014. “Eles temem não conseguir participar desse processo, não serem contratados pelas prefeituras”, diz a coordenadora do comitê.
Para defender a inclusão dos catadores no processo de coleta da reciclagem do lixo, ela ressalta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que aponta que o Brasil deixa de economizar R$ 8 bilhões com material que é depositado em lixões e aterros. Segundo ela, a avaliação do governo é de que, em 2007, o país tivesse entre 800 mil e 1 milhão de catadores. “Acho uma estimativa tímida”, avalia Jaira. Segundo ela, são cerca de mil os grupos que se relacionam com a administração pública.
O diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Gonçalves, afirma que “mais de 60% dos municípios brasileiros dispõem de forma inadequada” o lixo. De acordo com ele, apenas 900 municípios dos 5.565 existentes no Brasil possuem algum tipo de coleta seletiva, seja organizado por empresas ou cooperativas. Ele ressalta que a estimativa do governo é de que o total de catadores organizados em cooperativas seja de apenas 35 mil catadores. “O potencial de organização é muito grande”, explica.
Ele reconhece que os catadores estão temerosos quanto o futuro fim dos lixões, mas aponta que medidas legais procuram fazer uma espécie de reserva de mercado. “A política (Política Nacional dos Resíduos Sólidos) vem no sentido inverso: o lixo existe, o resíduo existe e a lei diz: utilize o catador. Você potencializa e coloca o catador como protagonista”, avalia. O diretor diz que a Lei de Saneamento, anterior à Lei de Resíduos Sólidos, já permitia que prefeituras contratem cooperativas de catadores sem licitação. “Está na mão dela fazer isso. (…) Os catadores vão ter um mercado muito mais amplo do que têm hoje e de maneira muito organizada”, diz.
Nos últimos anos, a inclusão dos catadores e a eliminação dos lixões avançaram no estado de São Paulo. De acordo com o MNCR, Diadema, Biritiba Mirim, Arujá, Assis, Araraquara, Orlândia, Ourinhos e São José do Rio Preto são considerados modelos de coleta com a participação dos catadores. Na capital paulista, não há lixões e o lixo é destinado a aterros sanitários. Entretanto, o MNCR diz que apenas 1% do lixo paulistano é reciclado e mais de 20 mil catadores trabalham nas ruas da cidade sem apoio. (Fonte: G1)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A IRONIA COMEÇA DO NOME - Empreendimento Beach Club - LongView

LENÇOL FREÁTICO INDO PARA O RALO

O empreendimento, que há meses faz jorrar água do lençol freático no Campeche, esquina da Av. Pequeno Principe com Corticeiras, age com impressionante naturalidade e a serenidade de quem terá feito cumprir seus objetivos a tempo, já que conta com a morosidade de ação  e a "distração" de nossas autoridades. A começar do nome, Beach Club - LongView, que de Club só o dos cínicos, já que  Long View significa olhar a longo prazo ou visão ampla.  

 Há meses a comunidade denuncia e há meses nada é feito a respeito pelos órgãos competentes. 
Vivemos em tempos em que a lei só é praticada enquanto não estiver impedindo que grupos econômicos minoritários ganhem sua gorda fatia de dinheiro. Situação que pode ser exemplificada neste caso do Campeche, pelo fato de que há pronta e corretíssima ação e condenação por parte das autoridades competentes, quando um cidadão "varre" a calçada com mangueira de água, mas um empreendimento faz jorrar água do lençol freático por consecutivos meses, e nada acontece.

Lei em terras de corrupção e impunidade serve para inflacionar o mercado das propinas.

Temos assim, que a concessionária que tem como incumbência, operar o sistema de abastecimento, zelar pela qualidade de nossas águas e  promover ações para a proteção de nossos mananciais, recebe multa de R$12 milhões por poluir rios e praias, fornece água amarelenta e de gosto insuportável, além de prestar um desserviço à população ignorando o descarte de milhares de litros de água por parte de construtoras.  É com tal competência, atestada por nossa prefeitura, que essa concessionária pretende elaborar e administrar a implantação de um sistema de tratamento de esgoto para nossa cidade. Resta, diante do quadro que se apresenta na cidade, saber quem eles pretendem seja de fato 
beneficiado com seus trabalhos.


Raquel Macruz
Abaixo, apresentamos observações encaminhadas pelo inconformado  ND do Campeche diante do irracional e perplexo:

Na pressa em furar o solo para fincar as estruturas dos novos prédios no Campeche, as construtoras estão fazendo jorrar a céu aberto a água do lençol freático da região onde está localizado um dos maiores aquíferos responsável pelo abastecimento de água para boa parte da população da Ilha. Milhares de litros estão sendo desperdiçados todos os dias, depositados diretamente nas galerias pluviais em direção ao mar...

(...)Segundo o engenheiro Sanitarista e Ambiental, Afonso Abes, as chances de contaminação da água no subsolo aumentam de acordo com o incremento do número de ligações clandestinas. 
— Precisamos analisar é o quanto que se retira de água pela companhia, somado com a captação das ponteiras. Se esse volume ultrapassar capacidade de renovação do aquífero estamos arriscado à sanilizá-lo e perdê-lo totalmente — explica o especialista. (...)

(...)O presidente da Casan, Walmor de Luca, informou que quem estiver retirando água do aqüífero terá 72 horas para apresentar as autorizações ambientais, caso contrário, deverá aderir à rede da Casan ou terá a ponteira lacrada. Onde não houver rede de abastecimento, a captação será tolerada, mas fiscalizada.(...)

(...)A Casan, responsável pela operação do sistema de abastecimento de água, também tem a incumbência de promover ações para a proteção dos mananciais, em conjunto com os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, conforme a portaria do Ministério da Saúde nº 518/04. Já o município tem a responsabilidade de proteger o meio ambiente, em parceria com a União e o Estado, como prevê a CF. “Nem a prefeitura de Florianópolis nem a Casan desenvolvem ações de proteção dos mananciais que abastecem a cidade”, constataram os técnicos da Diretoria de Atividades Especiais, a responsável pela auditoria.  (...) Eles lembram que a Política Nacional de Recursos Hídricos (lei nº 9.433/97) considera infração perfurar poço para extração de água subterrânea sem a devida autorização. (...) Com o objetivo de proteger a qualidade da água subterrânea, conforme determina a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 396/08, o TCE/SC determinou à Casan a instalação de equipamento com dispositivo de segurança em todos os poços dos sistemas Costa Norte e Costa Leste Sul. (...) O próprio Código Ambiental Estadual prevê que os poços que atinjam aquíferos devem ser equipados com dispositivos de segurança contra vandalismo, poluição acidental e desperdícios. Essas áreas de proteção de poços para abastecimento devem ser delimitadas e averbadas em cartório.
(...) Licença necessária para a construção ou operação de empreendimento urbano ou rural
A retirada incalculável da água dos aqüíferos apresenta outro risco: a salinização.
Além do localizado nos Ingleses, preocupa o do Campeche, no Sul da Ilha. Próximo do mar, pode salgar pela pressão hidrostática. É o que se chama "intrusão marinha".
Na prática, o nível do aqüífero nunca pode ser menor que o do mar. Se baixar muito, a pressão cresce e infiltra água salgada. Um crime ecológico que levaria 500 anos para ser recuperado, na opinião de especialistas.(...)

LENÇOL FREÁTICO INDO PRO RALO !


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Casan polui e recebe multa de 12 milhões

Moacir Pereira
22 de fevereiro de 2011
A Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde da Prefeitura de Florianópolis já aplicou multas que totalizam 12 milhões de reais contra a Casan. Motivo: poluição ambiental na Capital.
Parece estranho, paradoxal, mas é a pura realidade. A Casan, que se atende pelo nome de Companhia Catarinense de Saneamento é uma das maiores poluidoras das praias de Florianópolis.
Gasta uma fortuna com redes coletoras, mas não garante o funcionamento do sistema.
Quem quiser saber destes e de outros horrores praticados pela Casan que fale com o secretário da Saúde da Capital, o médico João José Cândido da Silva.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Lixo jogado nas estradas paulistas enche 10 mil caminhões por ano


José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo – 19.02.11

No ano passado, foram recolhidas nos 22,9 mil quilômetros de rodovias paulistas 41,5 mil toneladas de lixo. O volume equivale à carga de 10 mil caminhões. É como se todo o lixo produzido por uma cidade do porte de Araraquara fosse espalhado pelas estradas.
Só nos 5,4 mil km de rodovias administradas por 18 concessionárias foram coletadas 17,8 mil toneladas. A maioria registrou aumento no volume. As estradas federais sob concessão produziram 6,1 mil toneladas. A malha administrada por empresas responde por 68% do tráfego .
Nas rodovias a cargo do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), prestadoras de serviço recolheram outras 17,6 mil toneladas. Entre todas as vias, as do Sistema Castelo Branco-Raposo Tavares, que liga São Paulo a Sorocaba, foram campeãs em produção de lixo, com 3.931 toneladas coletadas em 2010. Em segundo lugar, o Sistema Anhanguera-Bandeirantes (São Paulo-Campinas) produziu 3.100. O maior volume de lixo por quilômetro foi registrado em uma rodovia federal: na Fernão Dias, retiraram-se 2,6 mil toneladas em 95 km, média de 27 por km.
Embora nem todas as concessionárias tenham o custo discriminado, o gasto com a coleta e a destinação pode chegar a R$ 30 milhões anuais. O custo é bancado indiretamente pelo usuário, por meio de impostos e tarifas de pedágio. O problema do lixo na rodovia não se restringe à questão ambiental: o material disperso entope os sistemas de drenagem e eleva o risco de acidentes. Pontas de cigarro podem provocar queimadas.
Reciclagem.
As concessionárias vêm investindo em campanhas e programas educativos. A Ecopistas adotou a coleta seletiva, com a instalação de coletores coloridos ao longo das vias - ao custo anual de R$ 371 mil - e mantém o projeto de educação Ecoviver em 18 cidades.
A Ecovias, que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes, também adotou coletores e realiza o Projeto Casa Limpa, em parceria com a prefeitura de Diadema - que transformou áreas de descarte em espaços de convivência. Já a Via Rondon, que recolheu até máquinas de lavar roupas abandonadas na pista, na altura de Bauru, iniciou uma campanha educativa nas cidades do Oeste paulista.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Novidade para o bem ou para o mal?


Segundo notícia divulgada na grande mídia, a ser conferida abaixo, os avanços tecnológicos encontram novos caminhos para dar conta dos resíduos hospitalares que representam um grande problema: não podem ser encaminhados aos aterros, que tem seus dias contados ( ou anos???), assim como também causam poluição altamente tóxica, caso sejam incinerados - lembrando a conquista do povo de Laguna, no último mês de janeiro, que conseguiu que a incineração do lixo hospitalar fosse cessada na cidade por ordem da justiça.
Bem, o novo equipamento Newster 10, da empresa italiana Newster SRL, apresentado ontem em Curitiba, está sendo anunciado sob a promessa de transformar o lixo hospitalar em lixo comum, trazendo benefícios ambientais e financeiros.
Contudo, quando li que a empresa fabricante era a Itália e que a sugestão era a de que o resíduo resultante poderia ser direcionado aos aterros sanitários e incineradores, não pude deixar de questionar..não a capacidade da máquina, mas a aparentemente inofensiva sugestão de se fazer uso do incinerador ou aterro sanitário. 
Lembrei-me da luta de uma crescente parcela da população italiana, que já está escrevendo história na questão do LIXO ZERO, que derrotou o projeto de instalação de quatro incineradores naquele país, e que está, às custas de um duro e contínuo trabalho,esvaziando os aterros sanitários, para desespero do Berlusconi e dos empresários do lixo...
Lebre levantada, pesquisei na internet sobre o produto e levantei dados divulgados pela própria empresa italiana que produz o equipamento. Observei que apenas QUATRO (4 ) países, além da Rússia, e agora o Brasil, adquiriram ou  instalaram o equipamento como alternativa para dar uma solução ao problema do lixo hospitalar.  
Os países que estabeleceram vínculos ( durante o ano de 2010) com a empresa italiana Newster SRL que produz o equipamento Newser 10, sob comemorações de ser esta uma alternativa inteligente à solução de um antigo problema, são os que se seguem: Romenia ( Ministério da Saúde com auxílio do Banco Mundial, adquiriu 9 esterelizadores Newster 10), Egito ( instalou 6 máquinas em hospitais da Universidade de Mansoura, chegando a um total de 9 máquinas no país), China ( onde apresentaram o produto NA Expo 2010 em Shangai) e finalmente, o Paraguai ( com 2 equipamentos em funcionamento). Quem encontrar maiores informações, por gentileza, nos comunique!
Pode bem ser que esse equipamento tenha grande valor, mas diante do contexto mundial da produção e destinação do lixo e da maneira viciada e libidinosa como o Brasil se coloca no cenário dos países consumidores de tecnologias e produtos indesejáveis ou utilizados de maneira indesejável, não consigo deixar de sugerir que antes que se comemore a chegada desse equipamento, dito, tão eficiente, que nos perguntemos se ele não será mais uma peça a ser vendida ao mercado tupiniquim para aquecer, às custas de nossa saúde e meio ambiente, os negócios dos empresários do lixo, que terão mais um motivo para defender a abertura de mais incineradores no país.
Vale alertar também para a questão do direcionamento de resíduos para a queima com base no waste-to-energy ( do lixo à energia). Cito aqui a Dinamarca, onde são altas as taxas de reciclagem e a transformação de lixo em energia se restringe a materiais que não podem ser reciclados, e que tem desenvolvido incineradores especiais, equipados com toda sorte de filtros, que permitem que esse país faça escola na questão do manejo de resíduos. Por outro lado, contudo, sabemos que os empresários do lixo no Brasil não querem perder seu filão e o OK para a queima de lixo tendo a produção de combustível como fachada, ao invés de ser um elemento a ser composto com uma política séria de reciclagem e lixo zero, acabará sendo colocado aos serviços da queima sem critérios - vide o que já ocorre com os recicláveis recolhidos Brasil a fora pelos caminhões da coleta seletiva, que são gentilmente misturados ao lixo comum e cedidos às multinacionais que gerenciam os aterros sanitários. 
Raquel Macruz

Veja abaixo o artigo mencionado e também informações sobre o produto.

Equipamento transforma lixo hospitalar em comum


EVANDRO FADEL - O Estado de S.Paulo – 12.02.11

Um equipamento que promete transformar o lixo hospitalar em lixo comum, com benefícios ambientais e financeiros, foi apresentado ontem em Curitiba. Desenvolvido por uma empresa italiana, o Newster 10 tritura e esteriliza os materiais, reduzindo-os a uma espécie de serragem que pode ser colocada em aterros ou incinerada.
"Vem resolver um grande problema nosso", afirmou o diretor-presidente do Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná, José Lazarotto de Melo e Souza, onde o primeiro aparelho foi instalado. De pequeno porte, o hospital produz cerca de 8 mil quilos de lixo por mês.
Segundo o diretor comercial da Newster, Luciano Orlandi, a máquina é resultado de dez anos de estudos. No Paraná, onde a distribuidora Traadex conseguiu todas as licenças necessárias, a estimativa é de que cada aparelho custe cerca de R$ 220 mil, incluída a manutenção por dois anos.
O processo dura 30 minutos e o material tem redução de cerca de 70% no volume e de 30% no peso. A máquina tem capacidade de processar 30 quilos de lixo por hora.
A Rússia é hoje o principal mercado, com 120 máquinas, particularmente em razão de casos de tuberculose.
O esterilizador possui um rotor equipado com lâminas que desintegram e aquecem os resíduos por meio de impactos e atritos.

Newster 5

 Introdução sistema
sistema de esterilização e tratamento de resíduos hospitalares especiais potencialmente infectados
newster 10 - impianto di sterilizzazione e trattamento rifiuti ospedalieri infetti
ESTERILIZADOR NEWSTER 5



O esterilizador Newster 5 é um aparelho com alta automação, expressamente projetada para as unidades hospitalares de dimensões médio/pequeno, que permite obter a trituração refinada e a esterilização dos resíduos hospitalares especiais potencialmente infectados, tornando-os semelhantes aos resíduos urbanos (Código CER 200301) ou Combustível Derivado de Resíduos (Código CER 191210).
O resultado obtido deste processo,é um grânulo não reconhecível, desidratado, reduzido de volume (aprox. 75 %) e de peso (25/40% em razão do conteúdo de umidade do resíduo inicial a ser tratado).


A capacidade de tratamento dos resíduos do esterilizador Newster 5 é de 7 até 10 kg/ciclo, com uma duração de aprox. 30 minutos para cada ciclo de esterilização, para um total de aprox. 15 até 20 kg/hora.


A máquina é compacta, facilmente transportável e pode ser instalada em locais de tipo convencional mesmo de pequenas dimensões, desde que sejam equipados com arejação e tomada elétrica de potência adequada.
O esterilizador NEWSTER 5 é o fruto de uma avançada pesquisa, que desenvolveu cada detalhe técnico do sistema, dando particular atenção às condições ergonômicas ótimas, obtendo de tal modo custos aceitáveis na aquisição do sistema, come na sua gestão; com uma complexa vantagem econômica de relevância, se comparado com as soluções atualmente adotadas.
Resulta, além disso, é claro o enorme progresso em termos de segurança, em relação ao transporte para o escoamento final numa incineradora para urbanos, ou em termos da valorização do combustível derivado de resíduos ou em depósito de lixo autorizado.
Tudo isto, com uma documentação que é registrada automaticamente pela máquina em cada sua fase do ciclo de esterilização, permitindo aos Diretores Sanitários, responsáveis em primeira pessoa, di agir em total respeito das normas de Leis vigentes