o mosal

O MOSAL é um coletivo formado por pessoas e entidades de Florianópolis cujo objetivo é influir nas políticas públicas de saneamento básico, assim como promover a conscientização dos cidadãos através de ações e oficinas.
SANEAMENTO DESCENTRALIZADO
ESGOTAMENTO SANITÁRIO

RESÍDUOS SÓLIDOS

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Video- Apresentação do MOSAL

Apresentação do MOSAL da proposta do saneamento descentralizado que dispensa emissários na Audiência Pública do Saneamento de 4 de setembro de 2012 no sul da ilha.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

RELATO DA AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE SANEAMENTO 04-09-2012 – Conselho Comunitário do Rio Tavares



 A audiência pública, ainda que não de mera 'anuência' ficou restrita à 'audiência', tratou do saneamento do sul da ilha e rolou no dia 4, terça-feira à noite, no salão do Conselho Comunitário do Rio Tavares, tradicional local dessas atividades comunitárias no sul da ilha.
Salão lotado, ao contrário do rito da 1a realizada em Sto. Antônio de Lisboa, quando as 'autoridades' dos órgãos públicos ligadas ao tema dispuseram de longas falações no início, desta vez, falaram bem menos no início, e as diversas representações dos movimentos sociais e entidades se manifestaram num bloco de intervenção que durou uma hora. Este bloco foi aberto pelo MOSAL, seguido dos representantes da UFECO no COMSAB, do Núcleo Distrital do Campeche no PDP, e da AMOCAM, maior entidade comunitária do Campeche.
A tese apresentada pelo MOSAL por via de um ilustrativo PPT projetado em tela, foi corroborada com todas as letras pela representante do ND do Campeche e pelo representante da AMOCAM, ambas entidades participantes do MOSAL, assim como outras que se manifestaram em apoio na sequência das falações individuais no bloco que se seguiu.
Ficou muito claro que a tese do MOSAL - que se baseia no modelo descentralizado, EMPAREDOU a CASAN/PMF e demais parceiros nos projetos de saneamento, pois no bloco final, suas 'colocações finais' já indicavam alguma tênue abertura para negociar 'modificações' nos mesmos, tendo como maior controvérsia (alvo de um lado e proposta de outro), a construção do emissário submarino, replicado na proposta para o norte da ilha.
Assim como a 1a AP em Sto. Antônio de Lisboa, essa também evidenciou claramente que o processo e o projeto da CASAN/PMF para a ilha é 'anti-ecológico', pernicioso social e ambientalmente, e, além de tudo, possivelmente um enorme desperdiçador de dinheiro público. Aliás, pelo visto, desse tem de sobra sendo ofertado.
Noves fora, a pressão popular terá que se fazer sentir ainda muito mais contundentemente para que a CASAN/PMF e seus parceiros mudem o rumo do processo, abrindo de verdade e honestamente a discussão, com vistas a mudar o que se apresenta hoje claramente equivocado em todos os sentidos, pois, se temos total unidade política quanto a 'tratar esgotos 100%', para aí nossa unidade, já que quanto a 'como, onde e quando', temos total divergência quanto os projetos apresentados em relação a todo o município.

LEIA o BOLETIM 3 do MOSAL 


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Audiência Pública Saneamento no Sul da Ilha 4 de setembro!!!

O BOLETIM 3 DO MOSAL IMPRESSO SERÁ DISTRIBUÍDO NA AUDIÊNCIA PÚBLICA!!!
VERSÃO DIGITAL em http://mosalboletins.blogspot.com.br/

RELEMBRANDO INFORMAÇÕES...


DESFAZENDO CONFUSÕES PLANEJADAS


Os modelos de Saneamento:

Modelo Centralizado com emissários submarinos.imposto pela PMF-CASAN - baseado em grandes obras caixa-2 
(o pessoal do norte da ilha já está experimentando as consequências, antes mesmo da implantação do projeto) 
Modelo Descentralizado que dispensa emissários defendido pelo MOSAL e comunidades, 100% aprovado no Congresso da Cidade.

Não existe uma terceira opção de modelo... (ou é centralizado ou descentralizado)

Quem assim, ouvir algo semelhante a uma terceira opção, pode ter certeza de que está diante de uma arapuca da politicagem.
Uma terceira "opção" de saneamento é fictícia, criação maquiada para efeito de:

- confundir a cabeça das pessoas com fins eleitoreiros
não querer defender abertamente o centralizado da Casan para não se queimar    
   junto às comunidades  
não querer defender abertamente o Saneamento Descentralizado para não se 
  queimar politicamente com os financiadores de campanhas e politiqueiros.
  

MOSAL

domingo, 19 de agosto de 2012

ÁGUA NA CHINA

IMPERDÍVEL!!!

Neste ensaio, Norman Gall, diretor do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, mostra os impactos da falta de água na China e no mundo, na política e na economia. O artigo é resultado de seis semanas de pesquisas de campo no país asiático, onde Gall esteve para falar sobre o petróleo na América Latina.


http://www.braudel.org.br/imprensa/wp-content/uploads/2012/07/caderno_planeta_estadao_25072012.pdf

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mais uma lei que não pegou?



Washington Novaes – 13.07.12

Teremos mais uma "lei que não pegou", a que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (12.305/10)? Aprovada pelo Congresso Nacional, a lei deu prazo até o próximo dia 2 de agosto para que todos os 5.565 municípios apresentem ao governo federal planos e ações para essa área, consolidados em cada um no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, sem o qual não poderão receber transferências voluntárias de recursos da União. Quantos municípios o terão apresentado? Certamente, uma minoria ínfima. Porque os planos deverão determinar o fim dos "lixões" (que são mais de 2.900 em 2.810 municípios), a logística reversa (para recolhimento de embalagens pelos geradores), planos de coleta seletiva em todos os municípios (só 18% deles os têm para pequenas partes do lixo, menos de 1,5% vai para usinas públicas; a Holanda recicla 80%), possíveis consórcios intermunicipais. Isso quando se afirma que o País gera por dia mais de um quilo de lixo domiciliar por pessoa, mais de 200 mil toneladas/dia, mais de 60 milhões de toneladas/ano.
Diz o Ministério do Meio Ambiente que não prorrogará o prazo. Mas, na verdade, a lei começou a não ser cumprida ainda no Congresso, quando o relator do projeto aprovado na Câmara dos Deputados, senador Demóstenes Torres, em combinação com outros senadores, suprimiu do projeto o dispositivo que só permitia incineração do lixo se não houvesse outra possibilidade - reaproveitamento, reciclagem, aterramento - e não o devolveu à Câmara, como manda a legislação; mandou direto para o então presidente Lula, que o sancionou. Ante os protestos de cooperativas de recolhimento e reciclagem, prometeu mudar na regulamentação da lei - mas não o fez. O panorama brasileiro na área é constrangedor. Metade do lixo domiciliar total, que é orgânico, poderia ser compostada e transformada em fertilizantes (para canteiros, jardins, parques, replantio de encostas, etc.), mas é sepultada e apressa o fim dos aterros, assim como centenas de milhares de toneladas anuais de resíduos agroindustriais (aproveitáveis para gerar energia). Uma ideia brutal do desperdício é o recém-fechado Aterro de Gramacho (RJ), onde, ao longo de 34 anos, se formou uma montanha de 70 metros de altura e 1.300 quilômetros quadrados de resíduos, sem coleta de chorume e metano (l8 mil metros cúbicos por hora). Para servir ao Rio de Janeiro e mais quatro municípios.
Com tantos desperdícios as despesas municipais com o lixo vão para as alturas. A cidade de São Paulo, por exemplo, já próxima de 18 mil toneladas diárias, só em varrição gasta R$ 437 milhões anuais para pagar a cinco empresas de limpeza de ruas (Estado, 28/11/2010). Ainda assim, segundo o IBGE, o lixo espalha-se nas ruas onde estão as casas de 4% dos paulistanos, perto de 500 mil pessoas (Folha de S.Paulo, 6/7). E 400 toneladas a cada dia têm ido parar na Represa Billings (Estado, 28/11/2010). O custo de um novo aterro para a cidade foi orçado (26/3/2010) pelas empresas de limpeza em mais de R$ 500 milhões, para receber apenas 2 mil toneladas diárias.
Não é um drama paulistano apenas, é global. O mundo, diz a revista New Scientist (4/8/2010), já produz mais de um quilo de resíduos por pessoa por dia nas cidades, 4 milhões de toneladas diárias, mais de 1 bilhão de toneladas anuais. É um dos componentes da insustentabilidade do consumo global, tão discutida na recente Rio+20. O desperdício na maior cidade norte-americana é de um quarto a um terço dos alimentos, em cujos produção, distribuição e processamento são consumidos 15% da energia total no país (e este, com 5% da população mundial, consome 20% da energia total). Cada família desperdiça US$ 600 por ano com alimentos que nem chega a consumir.
Será inútil esperar que o Ministério do Meio Ambiente possa socorrer os municípios que disserem não ter recursos para cumprir a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Seu orçamento total para este ano (Contas Abertas, 2/7) não passa de R$ 4,1 bilhões, menos de 1% do Orçamento da União, e está contingenciado em R$ 1,1 bilhão. Não tem recursos sequer para suas tarefas básicas, para a fiscalização, para quase nada.
Continuará o desperdício. Já tem sido mencionado neste espaço estudo da Unesp-Sorocaba em Indaiatuba (125 mil habitantes) que mostrou serem reutilizáveis ou recicláveis 91% dos 135 mil quilos diários de resíduos domiciliares levados ao aterro (apressando o seu esgotamento). Experiências em Goiânia e outros lugares já demonstraram que com coleta seletiva adequada, reciclagem (papel, papelão, PVC), revenda de materiais (alumínio e outros metais, vidro, madeira), compostagem de lixo orgânico é possível reduzir a apenas 20% os resíduos encaminhados a aterros (prolongando a sua vida útil).E ainda não se está falando de resíduos de construções (que costumam ter tonelagem maior que a do lixo domiciliar), lixo industrial, resíduos de estabelecimentos de saúde e outros, cujos custos de recolhimento e disposição final costumam correr por conta das prefeituras.
O Conselho Nacional do Meio Ambiente até já reduziu exigências para implantar aterros que substituam lixões. Mas não parece provável que se tenha evoluído na área. Mesmo porque persiste uma pressão para que os municípios, principalmente os maiores, adotem como caminho - caro e perigoso - a incineração de resíduos, que implica também a necessidade de gerar cada vez mais lixo. Quase todas as grandes empresas da área de coleta de resíduos - que são das maiores financiadoras de campanhas eleitorais no País - têm hoje empresas de incineração. Em ano eleitoral, então, a sedução e a pressão parecem irresistíveis. Mas o caminho ideal seria que cada gerador de resíduos (domiciliar, industrial, da construção, agrícola, etc.) passasse, por lei, a ser responsabilizado pelos custos proporcionais do que gera - como se faz em todos os países que evoluíram nessa área.
* JORNALISTA, E-MAIL: WLRNOVAES@UOL.COM.BR

segunda-feira, 23 de julho de 2012

I OFICINA DE SANEAMENTO ALTERNATIVO- MODELO DESCENTRALIZADO INTERESTADUAL


É com muita satisfação que compartilhamos aqui informações sobre a Oficina Popular de Saneamento Alternativo que o MOSAL realizou "fora de casa" pela 1a vez, em Londrina/PR, no dia 13.07.12, como uma atividade prática da XI Jornada de Agroecologia, evento nacional organizado pela VIA CAMPESINA. 
O público que participou da mesma, 20 pessoas, majoritariamente militantes jovens do MST e da VIA CAMPESINA, ligados às lides do campo, nos colocou em contato com um grupo-alvo da maior importância para nosso movimento que pretende inverter o rumo e a lógica do saneamento em nosso país. Reparem os gráficos retratando as avaliações que os participantes fizeram ao final da oficina.
Por pressuposto não descobrimos o "modelo de saneamento descentralizado", que se aplica tanto ao tratamento de esgotamento sanitário quanto para e tratamento de resíduos sólidos, mas sim, adaptamos uma forma genuína de retratar esse modelo teórico a um exercício prático que traduz seus princípios em cima de um território retratado em um mapa, geralmente o mapa da região na qual vivem os participantes, que é o melhor de tudo. O produto resultante desse tipo de oficina é uma coletânea de "projetos alternativos de saneamento" gerados pelos grupos de trabalho, produtos que podem servir de infinitas discussões nas comunidades sobre saneamento e seus temas conexos, como planejamento urbano, energia, egroecologia, gestão pública, etc...
Ecos mais que entusiasmados com as perspectivas abertas em Londrina,
Gert Schinke
Membro do MOSAL e monitor da oficina de Londrina



O caso da remoção do composto e a continuidade da Revolução dos Baldinhos


Saneamento Descentralizado para Resíduos Sólidos
O sucesso da Revolução dos Baldinhos
E o caso da remoção do composto...revés que não impediu a continuidade do projeto!