o mosal

O MOSAL é um coletivo formado por pessoas e entidades de Florianópolis cujo objetivo é influir nas políticas públicas de saneamento básico, assim como promover a conscientização dos cidadãos através de ações e oficinas.
SANEAMENTO DESCENTRALIZADO
ESGOTAMENTO SANITÁRIO

RESÍDUOS SÓLIDOS

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A racionalidade da má política- Elaine tavares



Foto Notícias do Dia

Ao ler a notícia de que o prefeito César Souza e seus secretários decidiram fechar com areia a foz do rio Brás, que deságua no mar de Canasvieras, como a solução para o problema de contaminação por esgoto, aparece um único pensamento: isso é uma irracionalidade. Mas, depois, com mais frieza, observa-se que essa é a única racionalidade que essa gente conhece. Para esse tipo de político, que não tem qualquer ligação afetiva com a cidade, o que precisa é estancar o problema imediato, para evitar a debandada dos turistas. É que a contaminação do mar estava levando vagas de gente para os postos de saúde do bairro, com uma série de problemas de saúde, e logo depois direto para fora da ilha.

Pouco interessa ao  prefeito e seus secretários conhecer a origem do problema, saber desde quando que aquele bairro joga esgoto na praia, ou todo o tipo de agressão que o velho rio vem sofrendo desde há décadas, com toda a especulação imobiliária feita, muitas vezes, sem qualquer planejamento, ao bel prazer da alterações de zoneamento aplicadas pelos vereadores. No final das contas, a culpa da onda de doenças na praia ficou para o Rio Brás. Julgado e punido ele recebeu cargas e cargas de areia, para que não mais chegasse ao mar. E agora, o que fazer com ele? Entubar, desviar, drenar, o quê? A melhor opção, fruto dessa racionalidade cezística, é fazer o maldito desaparecer. E a merda? Ah, a merda, certamente darão um jeito de enterrar.

O drama do rio Brás não é caso inédito na cidade. Vários dos rios da ilha foram virando riscos de esgoto por conta de uma cidade sem planejamento e sem cuidado com a vida. Quem se lembra do velho rio da Bulha enterrado sob a Hercílio Luz, morto sem dó e hoje escondido pelo asfalto? Ou o pobre rio do Noca, no Campeche, ou o rio Rafael? E o Rio Tavares, que ainda se mostra como uma água suja na entrada do bairro, como a pedir socorro diuturnamente? E o rio do Carreirão, que ficava ali onde termina a rua Presidente Coutinho? Tudo destruído em nome do progresso. Com eles a solução foi a mesma. Se enfeavam a cidade com o cheiro podre da merda, a punição era esconder, entubar, tirar do alcance da vista.

Mas, a água que brota nos caminhos naturais sempre encontra um jeito de se livrar. Por isso mesmo que ainda acontecem alagamentos nos mesmos lugares onde antes eram caminhos de rio. A natureza dá jeito de sobreviver em meio ao processo de destruição levado a cabo pelos humanos. Assim, encher de areia a saída do rio do Brás não vai resolver nada. Só um paliativo para os negócios.
Florianópolis é uma ilha, não é um espaço interminável onde podem os seres se aglomerar uns sobre os outros nos prédios bonitos. Há limites para a água, para a luz, para a mobilidade. Há limites, não tem jeito. Não é uma ilha elástica que pode se alargar por conta dos desejos dos empreiteiros. Ela é um espaço "imexível", sem chance de se espraiar. Ou se entende isso ou certamente se destruirá o paraíso.

Para os que ricos, a solução é simples. Se a cidade ficar insuportável eles pegam o avião e se vão para outro lugar. Mas e os que não podem ir? Que farão? Terão de se conformar em viver numa cidade destroçada, ladeada por água, sem que se possa tocá-la. Uma cidade sem água potável, colapsada energeticamente e na qual andar é um sofrimento.

O fato é que muito já foi destruído, por esse e por tantos outros políticos que já passaram pela administração. Também as gentes comuns, os cidadãos da polis, destroem e burlam as regras em nome de seus desejos. A responsabilidade não é só de uma parcela da população. Mas, há algo que não podem esconder. Gente há que estuda, que luta, que propõe soluções sustentáveis e equilibradas ambientalmente. Gente há que sabe que esse é um recanto turístico digno de ser visto por todo o mundo. Mas, isso tem de ser feito de um jeito que não se destrua justamente o que as pessoas vem buscar.   Um exemplo é a proposta do Parque das Três Pontas. Turismo comunitário, sustentável, com menor impacto de predação. Mas, em vez disso, querem colocar na ponta um hotel de 18 andares. Aí, em vez de trabalho para os pescadores, beleza para os turistas e vida para os bichos do mar, teremos quilos e quilos de merda jorrando na beira do mar.

Hoje foi o rio do Brás, ontem já foram tantos outros, destruídos e enterrados. Amanhã será o quê? Seguiremos colocando areia, escondendo a sujeira?

A ilha é uma ilha. Ela está esgotada. Temos algumas opções. Ou a mantemos no oxigênio, numa sobrevida, ou cuidamos dela, para que seja bela e plena. Estou pela segunda opção e nesse desejo caminho com gente que tem respostas técnicas e políticas para que nossa cidade siga sendo um pequeno paraíso.  Que se escutem essas vozes, os chamados eco-chatos, os ambientalistas, os urbanistas, os representantes comunitários do Plano Diretor, os que conhecem e amam a nossa histórica Meiembipe.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MOSAL leva proposta de modelo descentralizado e cartao RECICLAGEM na oficina da COMCAP

Estivemos presentes na Oficina promovida pela COMCAP neste mes de setembro no Campeche. Ao todo, tres representantes das comunidades em uma oficina pouquíssimo divulgada, que contou com um total de oito pessoas- cinco das quais, a serviço do poder público!


  
A prefeitura, através da Comcap, nao disponibilizou recursos para a divulgaçao das oficinas. 

DADOS IMPORTANTES
  • A coleta seletiva permanece estacionada em índices baixíssimos que variam de 6 a 8%
  • A educaçao ambiental tem clara limitaçao de atuaçao, uma vez que, mesmo em condiçoes ideais, levaria 100 anos para atingir um número relevante de pessoas. 
  • A taxa de crescimento de produçao de resíduos é superior à taxa coleta em múltiplas vezes, algo que poderia ser comparado ao processo de secar gelo!!!!
  • As associaçoes de catadores nao conseguem encaminhar os materiais às indústrias - logística reversa falha - uma vez que essas últimas ou compram materiais vindos de países como China ou, como nao se veem obrigadas, nao praticam a logística reversa.
  • Os materiais recicláveis se acumulam a um ritmo alarmante, enquanto a prefeitura faz jogo de "faz-de-conta" e simplesmente NADA FAZ para implementar uma política séria e confiável de coleta e destinaçao de recicláveis!
  • Para se entender o porque desse faz-de-conta, vale lembrar que a empresa responsável pelo aterro sanitário nao tem interesse em reduzir o volume de lixo recebido (recebe MUITO dinheiro por tonelada/lixo)  e a prefeitura nao tem interesse em "prejudicar" a empresa, financiadora de campanha que é!
Assim, temos que:

oficinas premeditadamente vazias
 (por interesse da prefeitura e empresa do aterro)
  

                                                +
 negocio do lixo 


crescimento progressivo de resíduos sólidos 
e
 PRATO CHEIO 
para outras
 "saídas perversas"

O MOSAL apresentou a proposta 
de Modelo Descentralizado para Resíduos Sólidos desenvolvido durante oficinas de Resíduos Sólidos ocorridas em anos anteriores:

1-Diferentemente da proposta da prefeitura que conta com apenas alguns poucos centros de recepçao de materiais, a proposta do MOSAL conta com múltiplos centros de tamanhos diversos espalhados por todos os bairros da cidade. 


À esquerda, a proposta da PMF e às direita a do MOSAL




2-O MOSAL propoe que os cidadaos que levem seus materiais reciclados aos múltiplos centors de recepçao de materiais recebam desconto na taxa do lixo de seu IPTU!


3- A proposta do MOSAL defende sansoes (multas pesadas) para aqueles que nao aderirem a logística reversa ou destinaçao correta de materiais!

 A proposta do MOSAL foi desenvolvida em Oficinas Populares Participativas em anos anteriores!












sábado, 18 de janeiro de 2014

MOSAL VOLTA COM TUDO EM 2014

MPE-SC PROCESSA CASAN POR DESCUMPRIMENTO DE ACORDOS

Há muitos anos, desde sua criação, o MOSAL vem afirmando que a CASAN, em conluio com a Prefeitura Municipal de Florianópolis, descumpria acordos firmados com o MPE. Esses ‘TAC’S’ estabeleciam metas para índices de tratamento de esgoto na capital e melhorias e expansão na rede coletora, assim como regularidade no fornecimento de água. Ao longo dos últimos anos o que se viu foi o agravamento no padrão de atendimento de água potável assim como o estancamento no índice geral de tratamento de esgota que na ilha não passa de pífios 25%. Era chegada a hora de o MPE abandonar os ‘TAC’s’ e fazer uma ACP imputando responsabilidade civil e administrativa aos agentes públicos envolvidos e a direção da CASAN, contumaz descumpridora desses acordos.

Como é público e notório, a CASAN arrecada mais na capital do que investe, levando recurso para municípios no interior que também, por óbvio, precisam de saneamento básico. Mas essa fórmula, aplicada ad infinitum, distorce a qualidade do atendimento ao longo dos anos de tal maneira que, ao invés de incrementar o tratamento na capital que necessita disso com urgência, ele continua no mesmo padrão de uma década atrás, com o agravante de manter-se apegado a um modelo de tratamento superado – o centralizado, absolutamente inconveniente técnica e ecologicamente para a realidade da ilha. O que se propõe como adequado é o tratamento descentralizado, em pequenas ETE’s localizadas nos bairros, em coerência com a cidade poli-nucleada que é Florianópolis.

‘Antes tarde do que nunca’

O MOSAL saúda a nova atitude do MPE-SC, na expectativa de que a ação judicial imponha uma nova atitude também por parte da CASAN.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Falhas na estação de tratamento contaminam lençol freático nas dunas da Lagoa da Conceição


Falhas na estação de tratamento contaminam lençol freático nas dunas da Lagoa da Conceição

Casan garante eficiência do sistema e denuncia clandestinos

imgEdson Rosa

FLORIANÓPOLIS

Daniel Queiroz/ND
Lagoa da Conceição pássaro
Situação de um dos principais cartões postais da Ilha é preocupante

Lugar de lendas e bruxas, a Lagoa da Conceição paga caro pela fama internacional que, a partir da década de 1980, substituiu a rotina pacata da vila de pescadores pelo ritmo acelerado do turismo sem planejamento. Favorecida pela omissão do poder público, a mesma especulação imobiliária que deu vida própria ao bairro cosmopolita é responsável, também, pela deterioração acentuada da mais importante bacia hidrográfica de Florianópolis.
O cheiro forte que causa náuseas em quem passeia pela avenida Osni Ortiga ou no centrinho ainda não inviabiliza atividades de lazer náutico, nem parece incomodar quem gosta da pesca. Mas afasta clientela dos restaurantes da orla, confirma a seccional local da Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis), resultado das ligações clandestinas e do funcionamento inadequado do sistema de coleta e tratamento de esgoto, da Casan (Companhia Catarinense de Água e Saneamento).
Antiga e ineficiente, a ETE construída em área de preservação permanente, no meio das dunas entre a Lagoa e a praia da Joaquina, frequentemente não trata toda a carga de esgoto coletada. E contamina o manancial subterrâneo do aquífero Joaquina. “Isso é o que mais preocupa”, diz Roberto Silveira Fleischmann, diretor de atividades especiais do TCE (Tribunal de Contas do Estado). Segundo ele, vistoria feita em abril constatou aumento dos pontos do lençol freático afetados por excesso de fósforo, nitrito, nitrato, além de coliformes fecais e totais.
“Os índices aceitáveis em três locais analisados estavam acima dos valores máximos permitidos pela legislação”, confirma Fleischmann. O mesmo diagnóstico foi reiterado em junho por técnicos da Fatma (Fundação Estadual do Meio Ambiente), apesar de a Casan afirmar que fez os reparos mais urgentes para manter o sistema sob controle.
Daniel Queiroz/ND
Lagoa de evaporação e infiltração, no meio das dunas
Lagoa de evaporação e infiltração deveria acumular apenas efluentes tratados

TCE identifica para multar responsáveis
Praticamente as mesmas irregularidades apontadas em abril deste ano já haviam sido constatadas em 2006 por técnicos da DAE (Diretoria de Atividades Especiais) do Tribunal de Contas do Estado. Como as determinações feitas em 2008 para implementação de medidas corretivas foram ignoradas, o que agravou a situação do lençol freático nas dunas, novo processo foi aberto pelo TCE. A meta é atingir o bolso de atuais e antigos diretores da Casan, que se omitiram diante da degradação ambiental recorrente e cada vez mais acentuada num dos mais importantes ecossistemas da Ilha.
Neste novo processo, os responsáveis terão amplo direito à defesa, mas devem ser multados caso não consigam justificar o descumprimento das determinações do TCE. “Neste caso, trata-se de multa personalíssima, ou seja, direcionada aos gestores, não à empresa”, explicou Roberto Vieira Fleischmann, diretor de atividades especiais do Tribunal de Contas. As principais determinações não cumpridas pela Casan são o correto tratamento do esgoto da ETE; o monitoramento da qualidade da água do lençol freático das dunas; e a retirada do lodo excedente na periodicidade adequada.
Em dezembro de 2008, o TCE exigiu da Casan a elaboração de plano de ação para correção das irregularidades apuradas. No ano seguinte, a Casan encaminhou o plano de ação solicitado, que passou a ser monitorado em processo específico, para verificação das ações com vistas à resolução das irregularidades.
Além de reiterar as determinações já feitas no processo anterior, o Tribunal determinou que a Casan enviasse periodicamente relatórios parciais. Foram enviados quatro relatórios parciais, entre 2009 e 2011. Além disso, a equipe técnica do TCE fez novas vistorias no local: em 26 de maio de 2009, oito de novembro de 2011, 15 de fevereiro de 2012 e 24 de abril de 2012.
Daniel Queiroz/ND
Lagoa da Conceição
Efluentes sem tratamento também são despejados na lagoa, que faz parte da última etapa do processo
Estação funciona sem análise laboratoria
A Casan, segundo os técnicos do TCE, cumpriu apenas 40% das determinações, e implementou 66,67% das recomendações. No caso das condições do efluente da Lagoa da Conceição, foi constatada a falta de análise laboratorial quinzenal, conforme estipulado no manual da ETE. Além disso, o Laboratório de Análises não vinha procedendo a análise do parâmetro “detergente”.
Também não eram respeitados o VPM (Valor Máximo Permitido) de nitrogênio amoniacal, demanda bioquímica de oxigênio, fósforo total, sólidos sedimentáveis, óleos e graxas e coliformes fecais e totais. A consequência, segundo Fleischmann, é a piora no tratamento do esgoto desde a auditoria operacional de 2006. A Casan deixou de coletar e fazer a análise laboratorial da qualidade da água do lençol freático em setembro e dezembro de 2010, ignorando o manual da ETE.
O período máximo para retirada do lodo produzido pela estação, estabelecido em 76 dias, não foi respeitado. Em determinado período, entre agosto de 2009 e junho de 2010, por exemplo, a Casan levou 300 dias para fazer a operação. Segundo destaca o relatório do TCE, a permanência por muito tempo do lodo na estação potencializa um possível extravasamento para a lagoa de evapo-infiltração, comprometendo assim todo o lençol freático do entorno e a eficácia do tratamento de esgoto.
Estatal tenta se readequar
Apesar da degradação ambiental acelerada, a Casan garante que a ETE atende cerca de 60% da população da Lagoa, em torno de 7.000 pessoas. O sistema, segundo a empresa, é considerado eficiente por laudos ambientais, com efluentes em nível secundário encaminhados para uma lagoa artificial nas dunas, onde ocorre os processos de vaporização e infiltração.
Acusada de agravar a degradação ambiental, a empresa se defende. Garante que a poluição das águas é resultado das ligações irregulares à rede pluvial.Para 2013, investimentos programados e já contratados junto a Jica (Agência Japonesa de Cooperação Internacional), prevêem mais de R$ 22 milhões para obras de ampliação da ETE da Lagoa. Segundo a direção da empresa, desde a última vistoria técnica realizada pelo TCE, em abril deste ano, algumas melhorias exigidas já foram atendidas. Garante, também que parte das irregularidades apontadas no relatório foram solucionadas, como a retirada do excesso de lodo da lagoa de evapo infiltração, o que não se confirmou, de acordo com relatório elaborado por técnicos da Fatma em junho.
Outras adequações e recomendações exigidas pelo TCE, segundo a empresa, estão em fase de atualização, de forma gradativa. Como muitos casos dependem de licitação, licenciamentos e acompanhamento ambiental para os devidos reparos e manutenção, não há previsão de solução imediata.
Segundo a Casan, ligações irregulares do sistema de águas da residência tem sido outro problema detectado pela fiscalização. Exemplo são as calhas ligadas a rede de esgoto sanitário, quando deveriam ser conectadas ao sistema de drenagem pluvial.

Arte/ND

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Aniversário de três anos do Destru-Ação do Emissário!!!

Olá pessoal!!!
Há 3 anos atrás o MOSAL deu um show com a manifestação contra os emissários submarinos em Florianópolis


Destru-Ação do Emissário contou com a participação de 300 pessoas que participaram da encenação coletiva em 6 Atos como apresentado no folheto de divulgação abaixo:






No sábado, dia 5, a montagem coletiva do tubão!








 Sul da Ilha unido







e no dia seguinte...
Domingo dia 6 de dezembro...


a saída da Escola Brigadeiro
 O féretro...



                     

Visitando instalação de dentro do emissário 
Os cardumes de peixinhos em protesto 
 Representante da companhia Jacto-Bosta ordena a instalação do emissário



 Emissário no Campeche?
No Campeche, não!
 Emissário no Ribeirão?
No Ribeirão também não!



FORA EMISSÁRIO!!!

TRATAMENTO DESCENTRALIZADO!!!

notícia na rbs:
https://www.youtube.com/watch?v=88Tki9__ttI

Destru-Ação do Emissário, o vídeo!
https://www.youtube.com/watch?v=38dOiBCXtWY